O sentido prático da filosofia

Razões para gostar de Filosofia
Beatriz Diez-Canseco Bustamante – Autora

Imagem: O Pensador – Rodin

A primeira razão baseia-se no próprio significado da palavra Filosofia, que significa Amor à Sabedoria. Filos é amor, amizade. Sophia é sabedoria. Filo Sophos: o amante da sabedoria. Então, o filósofo é o apaixonado pela sabedoria.

O que é sabedoria? É o conhecimento, mas um conhecimento como era concebido por Sócrates, que afirmava: “O homem que diz saber, mas não vive de acordo com o que sabe, na realidade não sabe”.
Se sei o que devo fazer e não faço, na verdade, quer dizer que não sei. Sócrates, como verdadeiro filósofo, não podia entender que se sei que algo me prejudica, por que faço? Na realidade, não me dou conta do que é prejudicial.
Se sei que algo me faz bem e não aproveito, então, não sei o que me faz bem.

A verdadeira sabedoria, o verdadeiro conhecimento é aquele que aplicamos. O filósofo é aquele que ama a sabedoria e, portanto, a vive, aplica o que aprende, usa-o na vida diária, por isso se chama apaixonado. (…)

O que nos leva a esse conhecimento? Em primeiro lugar, nos conhecer. Sócrates afirmava: “Homem, Conhece-te a ti mesmo”, na verdade, isso não foi inventado por Sócrates, foi resgatado do antigo oráculo de Delfos, na Grécia. É uma máxima importantíssima e fundamental como ponto de partida para qualquer conhecimento, pois a frase continua: “… e conhecerás o Universo e os Deuses”. Portanto, o primeiro conhecimento deve ser: Quem sou? Como sou verdadeiramente? Como são as minhas emoções? Por que ajo dessa maneira?

Geralmente, nos conhecemos de um modo superficial ou de acordo com aquilo que nossos pais e amigos dizem sobre nós.
A nossa primeira prioridade é nos conhecer, de outra maneira não vamos conseguir organizar nossa vida, não poderemos melhorar, controlar nossas reações diante de determinadas circunstâncias ou fatos.

Por que não queremos nos conhecer? Porque temos medo de nos deparar com o fato de não sermos como queremos ser. Quando a vida nos golpeia e nos mostra que não somos como imaginávamos ser, surge a decepção, a frustração, o desencanto.

Se o importante é ser melhor, desenvolver a inteligência, a vontade, ou outros valores e virtudes, por que não fazemos assim? Por que fingir que sou alguém, se realmente posso chegar a sê-lo? Por que fingir que sou bom, se posso chegar a sê-lo? Por que fingir que tenho caráter, se posso chegar a tê-lo? Por que fingir que possuo conhecimentos, se posso tê-los?

A filosofia nos dá ferramentas para chegarmos a ser como queremos.
Extraído da obra “Mais filosofia, menos estresse”- Edições Nova Acrópole

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