Sal integral e sal refinado

Sal

O SAL

Durante longos anos, o sal, foi apelidado de “ouro branco”. Os Gregos e Romanos, usavam-no como moeda nas compras e vendas. Foi considerado artigo de luxo, só os mais ricos tinham acesso a ele.

A via principal de transporte do sal da Roma Antiga chamava-se “Via Salária” (estrada do sal), por onde os soldados transportavam os carregamentos dos “cristais preciosos” para a cidade e como pagamento recebiam o salarium. Defende-se que daqui surgiu a palavra salário.

A sua descoberta fez a riqueza de muitos povos antigos. Era comercializado a peso de ouro. Um grama de sal era trocado por um grama de ouro. Daí que durante longos anos tenha sido apelidado de “ouro branco”. Cassiodoro (Senador romano) dizia: “alguns não precisam de ouro, mas qual é o homem que não precisa de sal?”

O seu valor era muito abrangente, ganhou, até, o significado de sagrado. Homero (poeta grego) chamou-o de “divino”, Platão (Filósofo) definiu-o como a “substância cara aos deuses”, na Bíblia aparece a frase “vós sóis o sal da terra”. Num banquete, as pessoas consideradas mais importantes, tinham à sua frente um saleiro.

O sal começou a ser usado como esterilizador e conservador de alimentos, impedindo a reprodução de bactérias. Era visto como um aliado da saúde e continua a ser desde que se use o sal integral.

O sal no organismo

É indispensável a todos os tipos da vida animal. O sal integral é fundamental para regular as funções básicas do organismo. Sem ele, o nosso organismo não conseguiria transportar oxigênio, nutrientes, transmitir impulsos nervosos, mover os músculos e órgãos (inclusive o coração), funcionamento do cérebro e absorver glicose, por exemplo. Ele participa do equilíbrio ácido-base, homeostase corporal e é essencial para o sistema imunitário (aumentando as defesas do nosso organismo).

Um corpo, adulto, tem em média 250 gr de sal. Temos sal em todos os líquidos orgânicos:

  • Lágrimas,
  • Saliva
  • Urina
  • Sangue

Como o perdemos através do suor, urina e lágrimas, há necessidade de o repor. A carência pode manifestar-se por:

  • Dores de cabeça
  • Náuseas
  • Fraqueza

O sal que se deve utilizar, é o sal integral (marinho ou de rochas), isto é, não manipulado e, de preferência, nunca, o industrializado (sua saúde agradece).

Vídeos: o mito do sal!

Sal integral e o sal refinado

Composição do sal marinho integral

O sal marinho integral contém cerca de 84 elementos, entre os quais: iodo de fácil assimilação e nas quantidades necessárias para o organismo, magnésio, cálcio, enxofre, sódio (o teor de sódio deste sal, é menor do que no sal refinado), carbono, zinco, cobalto, fluor, fósforo, ferro, lítio, manganês, mercúrio, molibdénio, potássio, selénio, prata, ouro, urânio, etc..

O organismo ao desidratar-se perde grandes quantidades de água e sais minerais criando um estado de cansaço e esgotamento físico, psíquico, emocional e mental. O mau funcionamento interno do organismo é provocado pelos minerais que se perdem, por isso, devemos repô-los rapidamente. Com o sal refinado, nada chegará às células, excepto, o cloreto de sódio. O sal marinho repõe rapidamente os minerais perdidos.

Benefícios do sal marinho

  • Fornece a energia aos músculos
  • Ajuda a combater as carências provocadas por uma má alimentação
  • Diminui a acidez gástrica
  • Estimula a circulação sanguínea, respiratória, sistema nervoso, rins e vias urinárias
  • Bastam 3 a 4 semanas de consumo para remineralizar o organismo, enriquecimento extraordinário de cálcio, magnésio, flúor, etc.
  • É antialérgico
  • Estimula a cura de feridas, alivia a psoríase
  • Combate o bócio
  • Mantém o equilíbrio da tireoide
  • Regula o excesso de sódio e potássio

Composição do sal refinado

processo, antigo, de refinamentoImagem: processo antigo de refinamento do sal.

O sal refinado/industrializado passa por uma lavagem que retira os nutrientes, como por exemplo:

  • As algas microscópicas que fixam o iodo natural. Por isso tem que se acrescentar o iodo sobre a forma de iodeto de potássio que é, geralmente, usado numa quantidade superior à quantidade normal de iodo do sal marinho, predispondo o organismo a doenças da tireoide: nódulos, tumores, que numa situação extrema pode levar ao aparecimento do câncer da tireoide.
  • Minerais, como por exemplo, magnésio, enxofre, iodo, cálcio, sódio;
  • Entre outros.

Os nutrientes são retirados para posteriormente serem comercializados por valores elevados, conseguindo-se maiores lucros, o que é muito triste, diga-se de passagem…

Depois de empobrecido, são adicionados aditivos químicos altamente prejudiciais para a saúde, como por exemplo, o alto teor de sódio, sobre a forma de cloreto de sódio, que favorece a hipertensão, retensão de líquidos. Esses aditivos químicos oxidam rapidamente quando expostos à luz. Por isso, acrescentam um estabilizante que combinado com o iodeto de potássio produz, no sal, uma cor roxa. Para mascarar a cor, adicionam carbonato de sódio para branquear. Este químico existe em quantidades descontroladas porque é impossível uma distribuição uniforme. Para que, o sal, se mantenha solto (evitar que fique tipo pedra ou muito úmido), adicionam óxido de cálcio (cal de parede), que favorece, também, o aparecimento de pedras nos rins e vesícula biliar.

Ou seja, não é nada saudável o uso do sal de cozinha comum…

Em contra partida, o uso do sal integral agrega enormes benefícios à saúde.

Pense nisso.. a cura de todos os males está naquilo que ingerimos diariamente.

Um grande abraço.

Seja feliz e saudável, Denise Mercer.

 

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