Sobre o amor, a vida e a morte!

lightbody

Atuo na área da saúde com a fisioterapia há quase trinta anos e há muito, muito tempo com o reequilíbrio energético pessoal e cura de residências, salas comerciais, fazendas, etc…

Há onze anos, de forma totalmente espontânea, comecei a trabalhar com o reequilíbrio energético pessoal preparando o paciente em estado terminal para a passagem entre os mundos.

Foi assim… meu pai, muito amado e querido, estava em estado grave no hospital, cinquenta e cinco dias após a morte, por acidente, de minha mãe. Estive fisicamente com ele, conversei, falei do meu amor e agradeci por todas as lições que aprendi com ele sobre amor, perdão, valores, bem querer, generosidade, bondade e tantas outras. Falei que ia ficar bem se ele resolvesse que era o momento de partir e que ia continuar fazendo o meu melhor. Que o amor ultrapassa as vidas terrenas. E assim, naquele dia, saí chorando do hospital por sentir muito próximo a nossa separação neste plano.

Na madrugada do dia seguinte a nossa conversa, acordei fazendo o reequilíbrio energético em meu pai, ajudando-o a se desligar das amarras emocionais e físicas que o ligavam a este plano. Foi um momento de muita luz, cores, suavidade, beleza, harmonia… um momento lindo, pleno de amor, respeito e compaixão. Terminei o reequilíbrio, ele se foi e eu não sabia o que fazer… se voltava a dormir ou levantava…

Passou em torno de uma hora e o hospital me ligou pedindo que eu fosse até lá, pois o estado de saúde de meu pai tinha se agravado bastante. Eu já sabia que ele tinha seguido a caminhada dele em outro plano. Fui todo o caminho chorando, mesmo sabendo que a vida continua, ia sentir saudades das nossas conversas, chatices, risadas… meu pai era um palhaço… falava sério dramas inventados, se fingia de morto no chão da cozinha, contava histórias de sereias em frente ao mar… aprendi a dançar com meus pés sobre os dele. Ouvíamos ópera, música clássica, mpb…

Meus pais nos trouxeram (a mim e minhas irmãs) vivências muito ricas. Muita alegria, dor, superação e resiliência. Nossa casa era aberta a todos os amigos de bom coração… tinha gente fugida da guerra, gente comum, gente manca, gente com dente… gente sem… todas essas pessoas, coisas, palavras, gestos e olhares ficaram para sempre gravados em meu coração.

Desde então, tenho realizado este trabalho de reequilíbrio à pessoas em estado terminal. Poder fazer a passagem de forma tranquila é uma benção, afinal essa é a única certeza que temos em nossas vidas. Que possamos estar ao lado de quem amamos, oferecendo o nosso amor e a nossa compaixão.

Um grande abraço,

Dra. Denise Mercer

 

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