Bardana

​A Bardana é uma planta medicinal, também conhecida como Bardana-maior, Erva-dos-pegamassos, Pega-moço ou Orelha de gigante, muito utilizada no tratamento de problemas dermatológicos, como acne ou eczemas, por exemplo.

Além disso, a Bardana também pode ser usada para aliviar os sintomas de problemas gastrointestinais, como prisão de ventre ou má digestão.

O nome científico da Bardana é Arctium lappa e pode ser comprada em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e em algumas feiras livres.

Propriedades da Bardana

As propriedades da Bardana incluem sua ação antibacteriana, fungicida, adstringente, anti-inflamatória, anti-séptica, calmante, cicatrizante e depurativa.

A bardana tem ainda propriedades diuréticas, laxativas, diaforética, estomáquica e antidiabética. Sendo muito utilizada em casos de insuficiência hepática, para “limpeza” do sangue e no tratamento externo de dermatoses.

Conhecida por seu caule encorpado e folhas grandes, costuma-se dizer que tudo da bardana é aproveitável, folhas, sementes e raízes, seja por propriedade medicinal ou culinária, tamanha sua utilidade.

Propriedades nutricionais

Essa planta é rica em proteínas, fibras, cálcio, fósforo, glicídios, vitaminas A, B1 e C, ferro, niacina e riboflavina.

Uma planta cheia de benefícios

Além dos usos mais conhecidos, como o uso externo, a bardana serve para outras indicações, como tratamentos de fígado, nos casos de hepatites e cirrose, além de cálculos biliares. Seu uso como depurativo, para purificar o sangue também é bastante conhecido, sendo usadas suas raízes em decocção. As raízes também tratam doenças reumáticas, sendo excelente antiinflamatório para tratar artrite; problemas renais e digestivos e com ela é preparada uma pomada, para uso externo, para curar eczema, além de uma loção para queda de cabelos. As raízes dessa planta são comestíveis, podendo ser consumidas cruas ou cozidas. No Japão, inclusive, é cultivada uma variedade para o consumo das raízes e, na Europa, os brotos e folhas tenras são consumidos como verduras.

Para o uso externo, as folhas frescas de bardana são aplicadas em cataplasmas que aliviam dores por torções, hemorróidas, picadas de insetos e, em infusão, é excelente para limpar feridas e inflamações da pele. Como tem ação bactericida e antimicótica, as folhas, esmagadas e aplicadas sobre a pele, são remédio ideal para tratar feridas purulentas, úmidas, pruridos, eczemas, herpes simples, seborreias e acne. Ainda em tratamentos da pele, as sementes podem ser utilizadas em infusões ou por decocção para curar problemas crônicos de pele.

Como preparar o chá de bardana

Embora toda a planta costume ser utilizada como alimento, para obter os benefícios medicinais é melhor consumir o chá de sua raiz ou de suas folhas. Para cada xícara de chá, adicione uma colher de chá de bardana. Assim, você encontrará em farmácias e casas de produtos naturais a raiz ou folhas da planta já seca, triturada e pronta para o preparo do chá.

Você pode optar por preparar o chá de bardana de dois meios. No primeiro, leve ao fogo água em quantidade equivalente à quatro xícaras de chá, quando ferver desligue e acrescente uma colher de sopa (rasa) da planta. Tampe a chaleira e deixe descansar por dez minutos. Coe e beba o chá três vezes ao dia, em temperatura agradável; a segunda opção é colocar numa xícara a quantia equivalente a uma colher de chá da planta, e em seguida água fervente para ocupar toda a xícara. Abafe por 10 minutos, então coe e beba normalmente.

Uso culinário

Colha talos e flores antes que estas se abram e os prepare refogados ou crus e temperados com azeite e vinagre (como salada). As folhas e brotos tenros podem ser refogados com espinafre. Obs.: os talos são laxativos, portanto, cuidado com o consumo!

As raízes são estimulantes do sistema nervoso e altamente nutritivas. No Japão, as raízes são usadas raladas, cruas ou refogadas e também em sopas. Também pode-se preparar a bardana como batata.

Contraindicações da Bardana

Seu uso deve ser controlado em gestantes, crianças e pacientes com distúrbios gastrointestinais.

 

A natureza é sempre um grande presente em nossas vidas.

Cuide-se. Seja feliz!

Um abraço,

Denise Mercer

Erva Baleeira – Cordia verbenacea D.C

Cordia verbenacea, popularmente chamada de Erva baleeira é um arbusto perene, nativo de nosso país, pode alcançar até 2 metros de altura e é encontrado em todo o litoral brasileiro, principalmente em Santa Catarina.

Popularmente, a Erva baleeira, que também é conhecida como Maria-preta, Maria-milagrosa, Catinga de barão ou Pimenteira, é utilizada no tratamento da úlcera gástrica, artrite reumatoide e diversos processos inflamatórios e infecciosos.

A Erva baleeira é utilizada há séculos pelas populações litorâneas como cicatrizante e anti-inflamatória.

Trabalhos científicos
Nos anos de 1990 e 1991, o farmacologista Sertié, o bioquímico Sylvio Panizza, ambos da Universidade de São Paulo, juntamente com uma equipe multidisciplinar, publicaram estudos sobre a ação anti-inflamatória da Erva baleeira.

Em 2004, pesquisadores Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de São Paulo, PUC-Campinas e Universidade de Campinas em parceria com um importante Laboratório Farmacêutico, finalizaram a pesquisa na qual o alfa-humuleno encontrado no óleo essencial foi identificado como ativo responsável pelas propriedades terapêuticas desta planta.

Hoje, a Erva baleeira é indicada nos casos de artrite, artrose, tendinite, dores miofasciais, LER (lesão por esforço repetitivo) e outros processos inflamatórios dolorosos. Pode ser encontrada no mercado de medicamentos na forma de creme contendo o óleo essencial da planta para uso tópico, ou seja, para ser aplicado no local da dor.

Mecanismo de ação
A inflamação é uma reação do organismo frente a uma agressão ou a uma lesão. Envolve diversas reações bioquímicas cuja missão é conter e isolar a lesão, destruir micro-organismos invasores, inativar toxinas e conseguir o reparo e a cura. No entanto, este processo é nocivo, e pode causar lesão progressiva do órgão e perda de sua função.

O alfa-humuleno presente na Erva baleeira atua impedindo a atividade de uma enzima chamada cicloxigenase 2 (COX-2), enzima responsável pela produção de prostaglandinas (uma das substâncias responsáveis pelas reações inflamatórias e seus sintomas), assim como outros anti-inflamatórios e analgésicos já existentes no mercado, como o ácido acetilsalicílico, porém, sem efeitos indesejáveis.

Interações medicamentosas
Não foram relatadas interações até o momento.

Reações adversas
Não foram relatadas reações adversas até o momento.

Contra-indicações
Não foram relatadas contra-indicações até o momento.

Fontes de consulta:

– Monografia Cordia verbenacea – Acheflan®
Anti-inflamatory activity and sub-acute toxicity of Artemetin. Jayme A. A. Sertié, Aulus C. Basile, Sylvio Panizza, Amabile K. Matida and Raymond Zelnik. Revista Planta Médica, 1990