Chá das bruxas – no creo, pero que las hay, las hay….

cup_of_teaPara comemorar o dia internacional das mulheres, resolvi ensinar a fazer este chá delicioso que auxilia a entrar em conexão com a nossa mais profunda essência.

Você precisará dos seguintes ingredientes:

* gengibre

* cravo em flor

* canela em pau

* anis estrelado

* sementes de erva-doce

* maçã seca

* abacaxi seco

* hibisco seco

* artemísia seca

Modo de preparar: em fogo baixo, coloque para ferver um litro e meio de água junto a uma colher de chá de cravos da índia, um pedaço de canela em pau, duas estrelas de anis, um pedaço (uns 2 cm) de gengibre e as sementes de erva-doce (uma colher de chá). Quando levantar fervura, acrescente as frutas secas (uma colher de sopa cheia de cada uma), deixe ferver mais uns sete minutos e acrescente o hibisco (uma colher de sopa) e a artemísia (uma colher de chá). Deixe no fogo mais uns três minutos. Desligue e deixe tampada a chaleira por uns cinco minutos. Coe e sirva o chá na sua xícara preferida.

Sente-se num lugar confortável e silencioso, segure a xícara em suas mãos e concentre-se naquilo que precisa para o momento. Paz, clareza mental, um pouco de paixão… enfim, o que o seu coração estiver pedindo. Tome o chá aos poucos, desfrutando o sabor e esse delicioso momento consigo mesma.

Seja feliz sempre!

Denise Mercer

 

 

Ho’oponopono

flor
* Sinto muito *
* Por favor, me perdoe *
* Eu te amo *
* Muito obrigada, sou grata *

Ho’oponopono significa “limpeza mental”. Em Havaiano, Ho’o significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.

A pratica do Ho’oponopono, visa a conscientização. Somos luz curativa, única, perfeita, infinita e bela, e acabamos nos identificando com os discursos da mente, que nos mostra sempre a divisão, o lado negativo, problemático, fracionado da vida, e com isso vamos nos afastando da nossa unicidade original.

Ho’oponopono é uma meditação profunda, em que tomamos consciência da nossa real natureza absoluta, original, plena, onde tudo e todos estão incluídos, onde todas as diferenças são aceitas, amadas, em nós, em nosso próprio coração, em nosso próprio Ser.

Oração ao Criador

Divino Criador Pai, Mãe, Filho, todos em Um,

Se eu, minha família, meus parentes e antepassados

Ofendemos tua família, parentes e antepassados

Em pensamentos, palavras, fatos ou ações,

Desde o inicio de nossa criação até o presente,

 Nós pedimos teu perdão.

Deixe que isto se limpe, purifique, libere,

E corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.

Transmuta essas energias indesejáveis em pura luz. E assim é.

Para limpar meu subconsciente

De toda a carga emocional armazenada nele,

Digo uma e outra vez durante meu dia

As palavras chaves do Ho’oponopono

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Me declaro em paz com todas as pessoas da Terra,

E com quem tenho dívidas pendentes,

Por esse instante em seu tempo,

Por tudo o que não me agrada de minha presente vida

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Eu libero todos aqueles de quem acredito

Estar recebendo danos e mal tratos,

Porque simplesmente me devolvem

O que eu os fiz antes

Em alguma vida passada.

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Ainda que me seja difícil perdoar alguém,

Eu sou quem pede perdão a esse alguém agora

Por esse instante em todo tempo.

Por tudo o que não me agrada de minha vida presente,

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Por este espaço sagrado que habito dia a dia

E com o qual não me sinto confortável com isto,

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Pelas difíceis relações das quais guardo somente lembranças ruins

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Por tudo o que não me agrada na minha vida presente,

De minha vida passada, de meu trabalho,

Ou o que está ao meu redor,

Divindade, limpa em mim o que está contribuindo com minha escassez,

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Se meu corpo físico experimenta

Ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor…

Pronuncio e penso: minhas memórias, eu te amo

Estou agradecida pela oportunidade de libertá-los a vocês e a mim.

Eu sinto muito, me perdoa, obrigada, eu te amo.

Neste momento afirmo que… eu te amo.

Penso em minha saúde emocional

E na de todos os meus seres amados… te amo

Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo,

Reconheço as memórias aqui….. sinto muito, te amo.

Minha contribuição para a cura da Terra,

Amada Mãe Terra, que és quem Eu sou.

Se eu, minha família, meus parentes e antepassados

Te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações

Desde o inicio de nossa Criação até o presente

Eu peço teu perdão.

Deixa que isto se limpe, purifique, libere e corte todas

as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.

Transmuta estas energias indesejáveis em pura luz. E assim é.

Para concluir,  digo que esta oração é minha porta,

minha contribuição, a tua saúde emocional,

Que é a mesma minha,

Então esteja bem.

E na medida que tu vais te curando, eu te digo que

Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você.

Te peço perdão por unir meu caminho ao teu para a cura.

Te dou as graças porque estás aqui por mim.

E eu te amo por ser quem és.

Oração a mim mesmo (Oswaldo Antônio Begiato)

criança e elefante_gregory colbertFotos: Gregory Colbert
 

Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais. Falar menos. Chorar menos. Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que, prepotentemente, penso que têm. Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática, as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras. Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar. Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos. Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo fruto, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar. Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda profundeza. Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde). Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida. Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos. Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas. Que eu saiba perder meus caminhos mas saiba recuperar meus destinos com dignidade. Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo. Que eu não tenha medo de meus medos! Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças. Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão. Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou. Que eu possa amar e ser amado. Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas. Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só. Amém.”

idoso e criança_Gregory Colbert

Meditação da abundância

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Sente-se confortavelmente, relaxe seus braços, pernas, costas… Solte seu pescoço, feche suavemente seus olhos……. respire profundamente e repita as seguintes afirmações em voz alta, com segurança e tranquilidade.

Eu agora respiro, relaxo meu corpo, permitindo que minha respiração abra todas as áreas do meu corpo que possam estar bloqueadas.

Eu me sinto em paz. Minha mente está clara e alerta, estou em paz comigo e com o mundo.

Coloco a mão em meu coração e afirmo:

“ESTOU ABERTO(A) PARA RECEBER SOMENTE O MELHOR EM MINHA VIDA, AGORA E SEMPRE!”

Eu me abro para receber luz, permitindo que meu coração seja preenchido com a luz da minha Alma.

Atraio cada vez mais luz em minha vida.

Preencho todas as minhas células com a mais pura luz.

Eu me abro para receber alegria, a mais pura alegria.

Estou em paz e sinto a serenidade da minha alma. Ondas de Paz fluem através de mim alegremente.

Eu me abro para receber ABUNDÂNCIA.

EU ACEITO ABUNDÂNCIA EM MINHA VIDA.

EU AGORA PERMITO QUE A ABUNDÂNCIA FLUA EM TODAS AS ÁREAS DE MINHA VIDA.

Concentro-me agora na ABUNDÂNCIA que preciso e quero receber: (pense em tudo o queira manifestar)

Conforme me concentro, sinto a presença da abundância ao meu redor.

Abro-me agora para receber esta abundância.

Recebo o melhor em minha vida agora.

Determino que a partir de agora, tudo o que desejo e necessito, se manifesta sem esforço, rapidamente e de forma muito alegre em minha vida.

Eu sou um ímã. Eu atraio somente o melhor em minha vida em todas as áreas, agora e sempre.

Eu permito que as Bençãos de Abundância façam parte de minha vida.

Eu me abro para receber todos os presentes diários que a vida me proporciona.

Eu mereço uma vida boa, tranquila, alegre… uma vida abençoada.

Eu me abro para receber Amor de todos os seres, do Universo e de tudo ao meu redor.

Eu agradeço ao Universo por receber a abundância em todas as áreas da minha e, reconheço minha habilidade em receber.

EU SOU ABUNDÂNCIA,

EU SOU ALEGRIA,

EU SOU SAÚDE PERFEITA,

EU SOU PAZ,

EU SOU LUZ,

EU SOU AMOR,

EU SOU GRATIDÃO.

Amor, luz e paz em sua vida sempre!

Denise Mercer.

 

Reprogramando seu interior

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Hoje tomo consciência da importância de cuidar de mim, porque entendo que meu processo de felicidade e de evolução depende de como eu vivencio cada situação e de tudo que trago para dentro de meu ser.

Hoje tomo consciência de que todos os meus pensamentos, sentimentos e ações definirão o que eu irei experimentar a seguir.

Hoje tomo consciência de que minha felicidade devo buscar internamente, e não em coisas ou pessoas.

Hoje tomo consciência de que para ser feliz preciso me conhecer e saber o que gosto, e para isto preciso focar em mim.

Portanto, começo aqui a fazer os seguintes decretos:

Eu peço que meus corpos realizem uma permanente e completa limpeza de toxinas, com a retirada de todas as células defeituosas e de gordura desnecessárias.

Eu peço às minhas células que se regenerem a si mesmas, sendo sempre células saudáveis, felizes, promovendo assim um completo e permanente rejuvenescimento orgânico, com saúde em todos os sentidos.

Eu peço que sejam liberados de meus registros internos todos os bloqueios, medos, traumas, ressentimentos, mágoas, ódio, inveja, ciúmes, apegos, culpas e quaisquer outros sentimentos, emoções e pensamentos que gerem sofrimento para mim e para outros.

Eu peço, neste instante, que todos aqueles que magoei me perdoem.

Eu peço, neste instante, que todos aqueles que magoei me perdoem.

Eu peço, neste instante, que todos aqueles que magoei me perdoem.

Eu perdoo a todos aqueles que me magoaram.

Eu me perdoo por tudo que fiz a mim.

E, assim, os liberto e me liberto, permitindo que cada um siga seu caminho.

Eu peço que todos os meus órgãos trabalhem em harmonia, cumprindo seu papel e trazendo a saúde ao meu corpo.

Eu peço que todos os meus órgãos trabalhem em harmonia, cumprindo seu papel e trazendo a saúde ao meu corpo.

Eu filtro os meus pensamentos, sentimentos e ações e não permito energias dissonantes da luz em meu ser.

(Pedindo agora à Hierarquia Divina)

Eu peço que seja fortalecido em mim todos os meus valores e poderes divinos, para que eu possa conduzir minha vida com mais felicidade e equilíbrio.

Eu peço que me seja trazido as informações sobre a minha missão e toda a ajuda para cumpri-la.

Eu peço ser protegido (a) pelo Cinturão Eletrônico Protetor (merkabas) e que ele envolva todo o meu campo físico, astral, mental e espiritual, não permitindo a entrada de energias desequilibradas.

Eu peço ser orientado (a) pela hierarquia divina através de intuições e que eu as receba com clareza para tomar as decisões certas em minha vida.

E por fim, decreto aqui a minha felicidade e a minha responsabilidade pelo que EU SOU.

E ASSIM É!

(Faça estas verbalizações quantas vezes desejar, para que estas informações sejam gravadas em seu interior e as transformações internas possam ser aceleradas)

Namastê!

Baseado na mensagem enviada por Sandra M Luz (Nós Os Arcturianos)

Seja feliz!

Um abraço, Denise Mercer.

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Faça o download do áudio completo e destas afirmações aqui:

http://stelalecocq.blogspot.com.br/2013/08/reprogramando-seu-interior.html

 

 

 

“Quatro Sabedorias da Natureza Búdica”

Casa branca + espelho d'água

 

Foi o Buda que libertou a meditação zazen do tradicional ascetismo hindu e deu-lhe um significado mais humano. Entretanto, nos seus primórdios, o aprendizado, no Budismo, não teve nenhuma ligação com o chamado ascetismo tantas vezes apresentado como misticismo de modo geral. Para o Buda, é absolutamente impossível encontrar a perfeição no sacrifício do corpo físico. Corpo e mente são unos, e não podem ser separados. A liberdade da mente só é possível num corpo físico igualmente livre.

O que Buda procurava com seu método humano de meditação era descobrir o verdadeiro ego, inteiramente livre do mundo exterior de sofrimento, mas sem dele fugir. A meditação budista pressupõe que o ego não está nem totalmente separado, nem identificado com o mundo. Ao contrário, visa a criar um estado de ser que ultrapasse a distinção do ego e do mundo.

Na doutrina budista, o ego absoluto que o Buda procura está magnificamente simbolizado nas “Quatro Sabedorias da Natureza Búdica”. Ao acordar após uma prolongada meditação Zen, o Buda falou: “Quão milagroso é ver que todas as coisas deste mundo, sem exceção, possuem a natureza búdica! O homem é incapaz de realizá-la exclusivamente devido a sua ignorância! “Realizar essa natureza búdica inata através do próprio ego é descobrir o verdadeiro ego que permite ao homem e ao mundo viver em comum. A meditação zazen é encarada como o melhor meio de atingir esse ideal.

A primeira sabedoria da natureza búdica é “A Sabedoria do Grande Espelho Redondo”. Como todos  sabemos, um espelho revela a própria essência pela sua vacuidade imaculada. Um espelho que tivesse alguma coisa no interior, deixaria de ser um espelho. A verdadeira existência de um espelho existe na sua não-existência. Por trás do que há de paradoxal nessa declaração existe a afirmação de que a pessoa só existe quando reflete a verdadeira natureza de tudo que vê. “Quando o luar do outono reflete-se no lago tranqüilo”, diz um belo poema japonês, “ali não existe consciência para refletir, nem consciêneia para ser refletida; existe apenas um fato: o reflexo da própria existência.” Essa função do espelho nada mais é senão a essência do espelho. Da mesma forma, a natureza búdica, ou o ego real, não possui por si mesmo nem forma nem conteúdo. O ego comum, que tem uma consciência egóica que se opõe ao objeto externo, não é o ego real, mas um mero fenômeno neste mundo finito. O ego real é a “face original que já existia mesmo antes do nascimento dos pais”. Esse ego real é o ego sem forma que nunca é formado. Devido à sua vacuidade, um espelho pode refletir fielmente qualquer objeto que surja à sua frente. Um espelho não se recusa a refletir nenhum objeto. Em outras palavras, na superfície do espelho não há seleção, pois tudo é igualmente aceito.

Essa é a segunda sabedoria do espelho, que se chama “A Sabedoria da Equanimidade”. Esta expressão pode ser traduzida de modo mais funcional por “A Sabedoria da Igualdade”. Para o espelho, não existe qualquer distinção entre bem e mal, pequeno e grande, beleza e fealdade, sagrado e profano. O espelho reflete coisas enormes como montanhas e oceanos. Da mesma forma, refletirá também um minúsculo inseto. O espelho aceita os excrementos repulsivos com a mesma presteza com que reflete uma linda flor. Do mesmo modo, a natureza búdica inata é imparcial para com todos os objetos. A igualdade de aceitação é encontrada na atitude da criança para com um objeto. Para ela, não existe julgamento de valor, definição ou conceito, já que tudo isso se baseia na orientação dualística do homem e sua interpretação intelectual. Na mente de urna criança não existe nenhuma distinção entre ela e outra pessoa. O homem e o mundo são apenas um. Entretanto, a partir do momento em que aprende a contar “dois”, segundo um famoso matemático japonês, Kioshi Oka, aparece um dualismo na consciência da criança. À medida em que vai crescendo, cria uma autoconsciência que o separa de todas as outras coisas, dividindo gradualmente o mundo em bom e mau, beleza e fealdade, grande e pequeno, jovem e velho, e assim por diante. Tais juízos dualistas são formados exclusivamente pelo seu ponto de vista egocêntrico, e não por uma visão universal.

A mesma coisa pode-se observar nos conceitos ou definições humanas. Num texto Zen existem inúmeros exemplos de diálogos entre mestre e discípulo. Pergunta o mestre, segurando o bastão Zen: “Que é isto ?” O discípulo responde: “É um bastão Zen.” “Não, não é” — responde o mestre. “Se não é, então o que é ?” E o mestre retruca em voz alta: “É um bastão Zen !” O bastão Zen do discípulo era um simples conceito ensinado por alguém. Assim, ao ser negado, o discípulo defronta-se com uma enorme dificuldade para compreender. Porque, para ele, o nome do bastão Zen é idêntico à essência do bastão Zen; conseqüentemente, quando o mestre dá-lhe o nome de bastão Zen, esse nome ou rótulo não tem nenhuma importância e pode ser substituído pela palavra “flor”, se ele o preferir. É neste sentido que devemos compreender a famosa frase: “A montanha é o oceano, e o oceano é a montanha.” É perfeitamente claro: o dualismo vida-e-morte é uma questão de conceituação. Quando se compreende verdadeiramente a face única que existe além do conceito, a vida absoluta existe até mesmo no seio da morte. Da mesma forma, quando se vive numa conceituação dualista da vida, a vida já é morte.

Como acontece na superfície de um espelho, somente o próprio objeto é refletido, e não o conceito ou definição, assim também na natureza búdica só a própria coisa no mundo fenomênico pode ser compreendida. Isso deve chamar-se “A Sabedoria da Equanimidade”.

A terceira sabedoria da natureza búdica chama-se “A Sabedoria da Investigação Correta”. De certa forma, essa investigação parece contrária à segunda. Na segunda sabedoria, o espelho caracterizava-se como imparcial ou igual. Essa sabedoria era, por assim dizer, um estado de unidade absoluta no qual a montanha é o oceano, e o oceano é a montanha. No entanto, observamos agora uma função inteiramente diferente do espelho, na qual “a montanha é só montanha , e o oceano é só oceano”. Nenhum espelho reflete uma montanha como sendo um oceano e vice-versa. No espelho o bom é bom, e o mal é mal; beleza é beleza, e fealdade é fealdade; o grande é grande, e o pequeno é pequeno. Essa afirmação absoluta é produzida pela limpidez do espelho. Em outras palavras, a afirmação absoluta do objeto só é possível quando realizada a absoluta negação do sujeito (isto é, do espelho).

Tal como ocorre com “A Sabedoria do Grande Espelho Redondo”, a natureza búdica também é imaculada. Vê claramente a cada objeto, tal como é, sem nenhuma modificação ou alteração. Entretanto, o ego comum não pode aceitar o objeto tal como é, devido ao seu julgamento egocêntrico. O ego comum é o ego formado pela autoconsciência, isto é, pela afirmação do próprio ego. Assim sendo, os objetos não podem ser inteiramente aceitos e afirmados. O ego absolutamente sem-forma, que é a negação absoluta do ego comum, é o ego real que aceita o mundo objetivo na sua afirmação também absoluta. O mestre Zen, Dogen, um dos fundadores do Soto Zen japonês, tece o seguinte comentário: “Estudar o Budismo é estudar o ego. Estudar o ego é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo significa ver o verdadeiro ego em todas as outras coisas do mundo…” Em suma, o homem descobre o próprio ego somente quando investiga todas as coisas do mundo exatamente como elas são. Quando se pergunta a um mestre Zen: “O que é o verdadeiro ego ?”, ele pode explicá-lo com a seguinte frase: “Uma flor é vermelha, e um salgueiro é verde”, ou “O olho é horizontal, e o nariz vertical.”

A quarta e última sabedoria do espelho é chamada “A Sabedoria que Realiza Tudo que Deve ser Realizado”. Esta sabedoria implica uma função vívida do espelho que muda inesperadamente seu reflexo. A sabedoria do espelho, para aceitar claramente todas as coisas como elas são, só pode existir simultaneamente com a sabedoria do regresso à vacuidade, no momento em que desaparece seu objeto. Se alguma lembrança permanece no espelho, o próximo objeto não pode ser refletido como realmente é. Conseqüentemente, esse imediato regresso à vacuidade é a precondição exigida para a reflexão perfeita do próximo objeto.

O ego comum inclina-se a guardar a lembrança do objeto, uma vez que este tenha sido impresso na sua consciência, e a julgar o próximo objeto em relação a essa lembrança. Quando lhe chegam objetos diferentes, a consciência percebe-os em comparação com o objeto anterior já definido ou conceitualizado. Ou então, no caso em que o mesmo objeto aparece repetidamente, a consciência tende a acostumar-se a percebê-lo e perde seu frescor. Mas o ego real, que é um ego sem forma, é encarado como permanentemente vazio como um espelho. Viver a própria vida a cada instante com uma percepção total é viver, nesse momento, o passado e o futuro. Por outro lado, viver sem uma percepção total do momento presente, tendo apenas a lembrança e a expectativa, não é viver; é morrer.

Hoje em dia, as pessoas anseiam por adquirir novas experiências, para fazer coisas diferentes, tentando evitar fazer a mesma coisa, o que é encarado como sendo o desenvolvimento da consciência humana. No entanto, para a mente oriental, esse não é o caminho para encontrar a realidade. Na doutrina oriental, para chegar a esse resultado, é preciso concentrar a consciência humana sobre algo imutável, a fim de que se possa aprofundá-la continuamente até que essa unidade se transforme num valor inteiramente diferente, chamado satori ou kensho.Zazen, uma das disciplinas mais severas, que concentra a nossa volúvel mente moderna na quietude da unidade, é, a esse respeito, o caminho mais direto que leva à percepção absoluta da realidade.

São essas as quatro sabedorias da natureza búdica. É a verdadeira natureza inata que existe em todos os seres. E essa natureza inata é o ser real que Buda descobriu, e seus descendentes tentaram descobrir pessoalmente usando o mesmo método de Buda. É a meditação zazen.

Do livro: “Os segredos do lótus”.

Seja feliz sempre!

Denise Mercer