A saúde começa pela boca! Tireóide!!!

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A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Comparada a outros órgãos do corpo humano é relativamente pequena ela. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Hipotireoidismo

Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca hipotireoidismo. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. Na verdade, o organismo nesta situação tenta “parar o indivíduo”, já que não há “combustível” para ser gasto.

Hipertireoidismo

Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Para prevenir quaisquer problemas, uma alimentação adequada é fundamental.

Nutrir o corpo corretamente é fundamental. Muitos alimentos ajudam a melhorar a função desta glândula que comanda o nosso metabolismo.

Alguns minerais são essenciais no funcionamento da tireoide: iodo, selênio, zinco, cobre, manganês e ferro. Dentre as vitaminas, a tireoide precisa de complexo B, C, D, A e E. Ácidos graxos como o ômega-3 e triglicerídios de cadeia média também fazem parte do programa de nutrição da tireoide. E dentre as proteínas, é importante consumir as que são fonte de tirosina, um aminoácido que adicionado de iodo resulta nos preciosos hormônios tireoidianos.

Fontes de nutrientes:

Iodo – algas, cranberry, ameixa seca, feijão branco, ovos, aspargos, cogumelos, espinafre, gergelim, alho, couve, abobrinha, banana, morango, vagem, agrião,  alcachofra, espinafre, soja, nabo, batatas, ervilhas, milho, brócolis e couve-flor, amora, figo, abacaxi, maçã, coco, toranja, kiwi, ruibarbo, manga, damascos, canela, pimenta preta e branca, erva-doce, hissopo.

Selênio – castanha do Brasil (ou do Pará), farinha de trigo, arroz, feijão, ovos,  sementes de girassol, linhaça, cogumelos, centeio, aveia.

Zinco –  leguminosas (como feijão, grão-de-bico, ervilhas), frutos secos (como noz, caju, amendoins, castanhas, amêndoas), sementes de abóbora e girassol, flocos de aveia, gengibre, beterraba, cenoura, folhas verdes escuras, cebola, alimentos integrais.

Cobre – grão de bico, lentilha, cogumelo, tomate, nozes em geral e feijões, sementes de girassol, amendoim, passas, nozes, amêndoas e legumes. Um outro alimento muito rico em cobre é o chocolate amargo, que contém uma dose maior que a necessária durante todo o dia. Soja, cogumelos, quinoa e batata doce também são importantes fontes de cobre.

Ferro – leguminosas (com destaque para a lentilha, o grão-de-bico, a soja e o tofu), as castanhas e sementes (com destaque para as sementes de abóbora, de gergelim e a castanha de caju), os vegetais verde-escuros (especialmente a couve), as frutas secas (damasco, ameixa e uva-passa), melaço da cana-de-açúcar, cereais integrais, feijão preto e espinafre.

Manganês – abacaxi, semente de abóbora, linhaça, chia, tahini, nozes em geral, chocolate escuro, grão de bico, quiabo, palmito, feijão, chá verde, germem de trigo, gergelim, linhaça, espinafre, semente de girassol, espinafre.

Vitamina A – Auxiliar o sistema imunológico em sua função de proteger o corpo contra infecções, colaborar com a visão e participar do desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial são algumas das responsabilidades que a vitamina A possui no organismo humano. O nutriente, que também é conhecido pelo nome de retinol, ainda está envolvido nos processos de reprodução e comunicação celular. São boas fontes de vitamina A: batata doce, cenoura, abóbora, couve, espinafre, melão, manga, mamão, brócolis, óleo de fígado de bacalhau, alface, damasco seco, pimentão vermelho, páprica, manjericão seco, ervilhas, tomate, pêssego, manteiga.

Vitamina C – A propriedade mais notória da vitamina C é o seu grande poder antioxidante, protegendo nossas células, DNA, moléculas presentes no sangue e tecidos em geral, contra a ação dos radicais livres. A vitamina C ainda ajuda na absorção do ferro. São boas fontes: frutas cítricas, acerola, mamão, couve de Bruxelas, abacaxi, goiaba, kiwi, pimentão, morango, brócolis, melão, framboesa, acelga, tomate, couve-flor, folhas verdes.

Vitamina E – Antioxidante. Fontes: amêndoa, semente de girassol, amendoim, azeite de dendê, abacate, feijões, aspargo, verduras folhosas, óleo de gérmen de trigo, óleo de girassol, manteiga de amendoim, óleo de milho, espinafre, brócolis, kiwi, manga, tomate, molho de tomate, avelãs, azeite de oliva, nozes pecã, damasco seco, amora.

Complexo B – O que chamamos de Complexo B na verdade é um conjunto de 8 vitaminas hidrossolúveis – ou seja, que se dissolvem facilmente em água e são transportadas através do corpo pela corrente sanguínea. Tiamina (B1), riboflavina (B2), niacina (B3), ácido pantotênico (B5), biotina (B7), piridoxina (B6), folato (B9) e cobalamina (B12) são as vitaminas que compõem o complexo e que em conjunto atuam com as enzimas para fazer a quebra dos carboidratos e gorduras em energia. Além de atuar na conversão dos carboidratos e gorduras em energia, outras funções das vitaminas do Complexo B incluem a participação na síntese de novas proteínas, apoio ao sistema imunológico e digestivo, manutenção da saúde dos sistemas neurológico e muscular, e participação no crescimento celular. As vitaminas do Complexo B também contribuem para a manutenção da saúde da pele, unhas e cabelos.

          Fontes: Vitamina B1 – Cereais integrais (trigo, arroz, aveia), leguminosas (feijão, soja, grão de bico, lentilha), espinafre, couve, amendoim e gérmen de trigo.

          Vitamina B2 – Leite, iogurte, ovos, amêndoas, cogumelos, couve de Bruxelas, soja e espinafre.

          Vitamina B3 – Verduras, ovos, leite, feijão e levedura.

          Vitamina B5 – Abacate, ovos, iogurte e legumes.

          Vitamina B6 – Lentilha, sementes de girassol, queijo, cenoura e arroz integral.

          Vitamina B7 – Levedura, cevada, couve-flor, batata, nozes e gemas.

          Vitamina B9 – Abacate, beterraba, leguminosas, folhas verdes escuras, aspargo, leite.

          Vitamina B12 – alimentos vegetais fermentados, como chucrute e misso, molho de soja, algas marinhas (hijiki, wakame, clorela), levedo de cerveja, ovos, laticínios.

Vitamina D – Responsável por regular a absorção de fósforo e cálcio no organismo, a vitamina D é muito importante para o bem estar do sistema imunológico e desenvolvimento dos ossos, além de se mostrar eficaz na prevenção e tratamento de doenças como a osteoporose. São fontes: exposição ao sol, cereais fortificados, ovos, laticínios, cogumelos.

Tirosina – algas, ovos, molho de soja, tofu, queijo tipo cottage, amêndoa, quinoa, grão de bico, lentilha, amaranto, chia, aveia, semente de cânhamo, amendoim, pasta de amendoim, semente de girassol, linhaça, semente de abóbora, gergelim, amêndoa de cacau (nibs), feijões, castanhas, folhas verdes escuras, seitan ( como um bife feito a partir do glúten), leites vegetais.

Ômega-3 – Os ômega-3 são um conjunto de gorduras polinsaturadas que são anti-inflamatórias e fundamentais em diversas funções no corpo. Fontes: As sementes e o óleo de linhaça e as sementes de chia são duas excelentes fontes vegetais de ômega-3, assim como os frutos secos como as nozes, as amêndoas e os amendoins.

          Alimentos vegetais ricos em ômega-3

Sementes de linhaça – Uma colher de sopa (10 g) contém 2338 mg de ômega-3
Sementes de chia – Uma colher de sopa contém 1755 mg de ômega-3
Sementes de cânhamo – Uma colher de sopa contém 392 mg de ômega-3
Espinafres – Uma xícara de espinafres cozidos contém 352 mg de ômega-3
Abóbora – Uma xícara de abóbora cozida contém 338 mg de ômega-3
Couve-flor – Uma xícara de couve-flor cozida contém 208 mg de ômega-3
Mirtilos – Uma xícara de mirtilos contém 174 mg de ômega-3
Arroz selvagem – Uma xícara de arroz selvagem cozido contém 156 mg de ômega-3
Manga – Uma manga contém 77 mg de ômega-3
Melão – Uma xícara de melão contém 58 mg de ômega-3
Nozes – 25g de nozes contêm 2269 mg de ômega-3
Tofu – 100g de tofu contêm 246 mg de ômega-3
Cajus – 25g de cajus contêm 40 mg de ômega-3
Sementes de sésamo – 25g de sementes de sésamo contêm 94 mg de ômega-3
Spirulina – Uma colher de sopa (10 g) contém 82 mg de ômega-3
Sementes de abóbora – 25g de sementes de abóbora contêm 45 mg de ômega-3
Óleo de mostarda – Uma colher de sopa de óleo de mostarda tem 826 mg de ômega-3

Triglicerídio de cadeia média –  os triglicerídeos de cadeia média ou MCT (sigla em inglês) são gorduras mais fáceis de serem quebradas pelo nosso organismo para serem usadas como energia. Fontes: óleo de coco (melhor fonte), óleos de amêndoa ou palma.

Cuidar do nosso corpo e de nossa alimentação é fundamental para uma vida plena e feliz.

Um abraço,

Dra. Denise Mercer

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Bardana

​A Bardana é uma planta medicinal, também conhecida como Bardana-maior, Erva-dos-pegamassos, Pega-moço ou Orelha de gigante, muito utilizada no tratamento de problemas dermatológicos, como acne ou eczemas, por exemplo.

Além disso, a Bardana também pode ser usada para aliviar os sintomas de problemas gastrointestinais, como prisão de ventre ou má digestão.

O nome científico da Bardana é Arctium lappa e pode ser comprada em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e em algumas feiras livres.

Propriedades da Bardana

As propriedades da Bardana incluem sua ação antibacteriana, fungicida, adstringente, anti-inflamatória, anti-séptica, calmante, cicatrizante e depurativa.

A bardana tem ainda propriedades diuréticas, laxativas, diaforética, estomáquica e antidiabética. Sendo muito utilizada em casos de insuficiência hepática, para “limpeza” do sangue e no tratamento externo de dermatoses.

Conhecida por seu caule encorpado e folhas grandes, costuma-se dizer que tudo da bardana é aproveitável, folhas, sementes e raízes, seja por propriedade medicinal ou culinária, tamanha sua utilidade.

Propriedades nutricionais

Essa planta é rica em proteínas, fibras, cálcio, fósforo, glicídios, vitaminas A, B1 e C, ferro, niacina e riboflavina.

Uma planta cheia de benefícios

Além dos usos mais conhecidos, como o uso externo, a bardana serve para outras indicações, como tratamentos de fígado, nos casos de hepatites e cirrose, além de cálculos biliares. Seu uso como depurativo, para purificar o sangue também é bastante conhecido, sendo usadas suas raízes em decocção. As raízes também tratam doenças reumáticas, sendo excelente antiinflamatório para tratar artrite; problemas renais e digestivos e com ela é preparada uma pomada, para uso externo, para curar eczema, além de uma loção para queda de cabelos. As raízes dessa planta são comestíveis, podendo ser consumidas cruas ou cozidas. No Japão, inclusive, é cultivada uma variedade para o consumo das raízes e, na Europa, os brotos e folhas tenras são consumidos como verduras.

Para o uso externo, as folhas frescas de bardana são aplicadas em cataplasmas que aliviam dores por torções, hemorróidas, picadas de insetos e, em infusão, é excelente para limpar feridas e inflamações da pele. Como tem ação bactericida e antimicótica, as folhas, esmagadas e aplicadas sobre a pele, são remédio ideal para tratar feridas purulentas, úmidas, pruridos, eczemas, herpes simples, seborreias e acne. Ainda em tratamentos da pele, as sementes podem ser utilizadas em infusões ou por decocção para curar problemas crônicos de pele.

Como preparar o chá de bardana

Embora toda a planta costume ser utilizada como alimento, para obter os benefícios medicinais é melhor consumir o chá de sua raiz ou de suas folhas. Para cada xícara de chá, adicione uma colher de chá de bardana. Assim, você encontrará em farmácias e casas de produtos naturais a raiz ou folhas da planta já seca, triturada e pronta para o preparo do chá.

Você pode optar por preparar o chá de bardana de dois meios. No primeiro, leve ao fogo água em quantidade equivalente à quatro xícaras de chá, quando ferver desligue e acrescente uma colher de sopa (rasa) da planta. Tampe a chaleira e deixe descansar por dez minutos. Coe e beba o chá três vezes ao dia, em temperatura agradável; a segunda opção é colocar numa xícara a quantia equivalente a uma colher de chá da planta, e em seguida água fervente para ocupar toda a xícara. Abafe por 10 minutos, então coe e beba normalmente.

Uso culinário

Colha talos e flores antes que estas se abram e os prepare refogados ou crus e temperados com azeite e vinagre (como salada). As folhas e brotos tenros podem ser refogados com espinafre. Obs.: os talos são laxativos, portanto, cuidado com o consumo!

As raízes são estimulantes do sistema nervoso e altamente nutritivas. No Japão, as raízes são usadas raladas, cruas ou refogadas e também em sopas. Também pode-se preparar a bardana como batata.

Contraindicações da Bardana

Seu uso deve ser controlado em gestantes, crianças e pacientes com distúrbios gastrointestinais.

 

A natureza é sempre um grande presente em nossas vidas.

Cuide-se. Seja feliz!

Um abraço,

Denise Mercer

Erva Baleeira – Cordia verbenacea D.C

Cordia verbenacea, popularmente chamada de Erva baleeira é um arbusto perene, nativo de nosso país, pode alcançar até 2 metros de altura e é encontrado em todo o litoral brasileiro, principalmente em Santa Catarina.

Popularmente, a Erva baleeira, que também é conhecida como Maria-preta, Maria-milagrosa, Catinga de barão ou Pimenteira, é utilizada no tratamento da úlcera gástrica, artrite reumatoide e diversos processos inflamatórios e infecciosos.

A Erva baleeira é utilizada há séculos pelas populações litorâneas como cicatrizante e anti-inflamatória.

Trabalhos científicos
Nos anos de 1990 e 1991, o farmacologista Sertié, o bioquímico Sylvio Panizza, ambos da Universidade de São Paulo, juntamente com uma equipe multidisciplinar, publicaram estudos sobre a ação anti-inflamatória da Erva baleeira.

Em 2004, pesquisadores Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de São Paulo, PUC-Campinas e Universidade de Campinas em parceria com um importante Laboratório Farmacêutico, finalizaram a pesquisa na qual o alfa-humuleno encontrado no óleo essencial foi identificado como ativo responsável pelas propriedades terapêuticas desta planta.

Hoje, a Erva baleeira é indicada nos casos de artrite, artrose, tendinite, dores miofasciais, LER (lesão por esforço repetitivo) e outros processos inflamatórios dolorosos. Pode ser encontrada no mercado de medicamentos na forma de creme contendo o óleo essencial da planta para uso tópico, ou seja, para ser aplicado no local da dor.

Mecanismo de ação
A inflamação é uma reação do organismo frente a uma agressão ou a uma lesão. Envolve diversas reações bioquímicas cuja missão é conter e isolar a lesão, destruir micro-organismos invasores, inativar toxinas e conseguir o reparo e a cura. No entanto, este processo é nocivo, e pode causar lesão progressiva do órgão e perda de sua função.

O alfa-humuleno presente na Erva baleeira atua impedindo a atividade de uma enzima chamada cicloxigenase 2 (COX-2), enzima responsável pela produção de prostaglandinas (uma das substâncias responsáveis pelas reações inflamatórias e seus sintomas), assim como outros anti-inflamatórios e analgésicos já existentes no mercado, como o ácido acetilsalicílico, porém, sem efeitos indesejáveis.

Interações medicamentosas
Não foram relatadas interações até o momento.

Reações adversas
Não foram relatadas reações adversas até o momento.

Contra-indicações
Não foram relatadas contra-indicações até o momento.

Fontes de consulta:

– Monografia Cordia verbenacea – Acheflan®
Anti-inflamatory activity and sub-acute toxicity of Artemetin. Jayme A. A. Sertié, Aulus C. Basile, Sylvio Panizza, Amabile K. Matida and Raymond Zelnik. Revista Planta Médica, 1990

Canela

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A Canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia, conhecida há mais de 2500 anos A.C. pelos chineses. Seu nome científico é cinnamomum. A casca dos ramos é comercializada em rama (pau), raspas e em pó. Entre suas propriedades medicinais a canela é: adstringente, afrodisíaca, antisséptica, digestiva, estimulante,  sedativa, tônica e vasodilatadora.

A canela é uma pequena árvore que se encontra comumente na Ásia do Sul e a região de Oriente Médio. A canela que compramos tipicamente em supermercados é realmente o córtex desta árvore, vendido como pau ou em um pó. Os dois tipos mais populares de canela são Ceilan e a casia, que se derivam de diversas árvores.

A canela é utilizada na culinária e na fabricação de bebidas, medicamentos, perfumes, shampoos e sabonetes. Na culinária é muito utilizada como condimento e aromatizante na preparação de diversos alimentos, como pães, bolos, biscoitos, canjica, chocolate e licores.

A canela tem atividade antioxidante extremamente alta, e o óleo da canela tem propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias,  anti-parasitas e antifúngicas. A canela é também uma grande fonte de manganês, de fibra, de ferro, e de cálcio. Como consequência, pode-se utilizá-la para:

* Reduzir níveis de açúcar do sangue e tratando a diabetes do tipo 2.
* Baixar o colesterol.
* Ajuda da digestão.
* Tratar diarreia.
* Curar resfriado comum.
* Redução de dor das artrites.
* Memória de impulso e função cognoscitiva (habilidade de aprender).
* Tratar dores de molares.
* Eliminação da má respiração.
* Curar dores de cabeça e de enxaqueca.

Em alguns estudos, a canela mostrou uma capacidade assombrosa de acabar com a candidíase e se apresenta como medicação resistente.

Em um estudo publicado pelos pesquisadores no Ministério de Agricultura dos EUA em Maryland, a canela reduziu a proliferação das células cancerígenas da leucemia e do linfoma.

Regida pelo planeta Sol e dedicada a Afrodite e Eros, a canela tem o poder de favorecer a espiritualidade.

As energias  relacionadas a canela são: amor, sucesso, cura, poder, prosperidade, espiritualidade.

O seu elemento é o Fogo.

A magia da canela esta intimamente relacionada com aquelas forças elementais que restauram e reconfortam nossa vida. Podemos utiliza-la em forma de chás, acrescentá-la na comida, óleos culinários e óleos para massagens, por exemplo.

Existem duas receitas básicas de óleo de canela, que nos ajudarão a entrar em contato com essas energias, uma para usarmos na culinária, e outra para usarmos em aromatizadores, para besuntar as velas, etc…

óleo de canelaPara preparar o óleo culinário você precisa dos seguintes ingredientes:

250 ml de azeite de oliva de excelente qualidade.

Paus de canela (a critério).

Esterilizar um vidro com tampa, seca-lo bem.

Colocar a canela em pau inteira no vidro, cobrir com o azeite. Tampar bem.

Prepare e deixe descansar por 30 dias, num local escuro.Após esse período está pronto para uso. Você pode usa-lo para fazer bolos, biscoitos, canjica, etc…

Para o óleo de canela para uso em aromatizadores, massagens, etc., você precisa destes ingredientes:

250 ml de óleo de semente de uva

Paus de canela (a critério)

Seguir os mesmos passos da receita anterior. Para utilizar este óleo em massagens, você deve diluí-lo em um óleo neutro, nas proporções de uma ou duas gotas de óleo de canela para 10 ml de óleo neutro.

Que a magia da canela nos traga sempre muita alegria, prosperidade e realizações.

Seja feliz.

Um grande abraço, Denise Mercer.

Alecrim

SONY DSCLavar as mãos com uma infusão de alecrim substitui um banho de purificação. Beber um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista ajuda a ter a mente alerta.

O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta. Está ligado à fidelidade, amor, lembranças felizes. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é um símbolo de amizade.

Indicado para aqueles que tendem sempre a guardar, reter sentimentos como mágoas e ressentimentos, liberando estas energias já densas, alterando o seu padrão, realçando o exercício do perdão e trazendo a alegria e o amor à tona em nossos comportamentos.

O Alecrim é um “costurador” do plexo solar. Ele restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho aos que lidam muito com o mental racional, é uma das ervas que ajudam na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais.

Arrume uma mudinha e plante-o em seu jardim ou num vasinho. Além de decorar e perfumar o ambiente, você o tem a mão sempre que precisar.

alecrim no vaso

Seja feliz sempre!

Com carinho, Denise Mercer.